«Ó meu país do Sol!
Pressentimento
da claridade celeste!
Ó fonte de Pureza!
Ó minha
Serra toda pintada de Esperança
e debruada de azul!
Reveladora maga
dos meus cinco sentidos (...)
Ó minha outra Mãe,
que, num leito de flores e sorrisos,
me deste à luz de seda das Estrelas!
(...)
Ó Serra aonde a cor
é luz extasiada!;
(...)
Ó minha amante sempre virgem
(...)
Ó sorriso do Mar!, ó búzio longo
que prolongas a grande voz salgada!
(...)
Pátria do mês de Maio!
Madrugada
do Dia que há-de vir p'la mão da Morte!»
Sebastião da Gama, Idem
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23.4.09
Céu
«Tenho uma sede imensa de beber
os soluços do Sol quando declina,
as carícias azuis do Luar de Agosto,
os tons rosa da Tarde que se fina...
É que eu seria Poeta, se os bebesse...
Não mais seria o cego de olhos limpos
(...)
E, se eu pudesse beber
esses longes de mim que vejo e quero,
em espasmos havia de os mudar
e, num desejo nunca satisfeito,
iria possuir-te, ó Mar!
Havia de cair, num beijo, sobre ti;
despir as minhas vestes de serrano,
tirar de mim aquilo que é humano,
e confundir-me em ti.
(...) um dia o Sol há-de surgir mais cedo
e o bom menino de olhos azuis,
de quem sou fraco arremedo,
há-de nascer, ó Mar, da nossa noite de Amor!
E tu, Menina que eu chamava,
Menina que eu chamava e encontrei
mas abrasada no amor divino
- tu hás-de ver então que o Céu que idealizas
é o olhar azul desse menino.»
Sebastião da Gama, Idem
os soluços do Sol quando declina,
as carícias azuis do Luar de Agosto,
os tons rosa da Tarde que se fina...
É que eu seria Poeta, se os bebesse...
Não mais seria o cego de olhos limpos
(...)
E, se eu pudesse beber
esses longes de mim que vejo e quero,
em espasmos havia de os mudar
e, num desejo nunca satisfeito,
iria possuir-te, ó Mar!
Havia de cair, num beijo, sobre ti;
despir as minhas vestes de serrano,
tirar de mim aquilo que é humano,
e confundir-me em ti.
(...) um dia o Sol há-de surgir mais cedo
e o bom menino de olhos azuis,
de quem sou fraco arremedo,
há-de nascer, ó Mar, da nossa noite de Amor!
E tu, Menina que eu chamava,
Menina que eu chamava e encontrei
mas abrasada no amor divino
- tu hás-de ver então que o Céu que idealizas
é o olhar azul desse menino.»
Sebastião da Gama, Idem
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Parábola da Ovelha
«Inútil, inútil, inútil,
qualquer palavra.
Aparece-lhe apenas.
Olha para ela, simplesmente,
com essa serenidade
que só Tu e os santos sabeis ter.
Ela compreenderá.
Ela Te seguirá por todos os abismos,
por todos os infernos,
pelos caminhos todos,
e por todas as dores necessárias
para chegar ao Reino da Verdade.
Nem palavras, nem mesmo mensageiros.
Tu somente, Senhor!, Tu lhe aparece
Com Teu silêncio grávido da Tua
Revelação.
Ela compreenderá.
E não dirá também uma palavra:
nem de perdão,
nem de arrependimento, nem de graças.
Guardá-la-á, Tua Revelação, no peito
e cerrará os lábios.
Mas seguirá por todos os caminhos,
por todas as alegrias...
Desamparada, espera.
Não sabe o quê, mas espera.
(Tu não prometes nunca...)
Mas virás.
E hás-de vir sem palavras.
Com Teus olhos serenos, simplesmente, com Teus modos serenos.
E ela compreenderá, irá ter conTigo.
Serena, sem palavras.
Nem há-de reparar
que Te não vira nunca.
Irá serena, sem palavras,
como se tudo aquilo
(sua tão longa espera,
Tua chegada repentina,
vosso encontro sereno),
como se tudo fora combinado.»
Sebastião da Gama, Idem
Esta música dá-me cabo do juízo... esta limpidez de Ser!
qualquer palavra.
Aparece-lhe apenas.
Olha para ela, simplesmente,
com essa serenidade
que só Tu e os santos sabeis ter.
Ela compreenderá.
Ela Te seguirá por todos os abismos,
por todos os infernos,
pelos caminhos todos,
e por todas as dores necessárias
para chegar ao Reino da Verdade.
Nem palavras, nem mesmo mensageiros.
Tu somente, Senhor!, Tu lhe aparece
Com Teu silêncio grávido da Tua
Revelação.
Ela compreenderá.
E não dirá também uma palavra:
nem de perdão,
nem de arrependimento, nem de graças.
Guardá-la-á, Tua Revelação, no peito
e cerrará os lábios.
Mas seguirá por todos os caminhos,
por todas as alegrias...
Desamparada, espera.
Não sabe o quê, mas espera.
(Tu não prometes nunca...)
Mas virás.
E hás-de vir sem palavras.
Com Teus olhos serenos, simplesmente, com Teus modos serenos.
E ela compreenderá, irá ter conTigo.
Serena, sem palavras.
Nem há-de reparar
que Te não vira nunca.
Irá serena, sem palavras,
como se tudo aquilo
(sua tão longa espera,
Tua chegada repentina,
vosso encontro sereno),
como se tudo fora combinado.»
Sebastião da Gama, Idem
Esta música dá-me cabo do juízo... esta limpidez de Ser!
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Sol
14.4.09
Nossa Senhora da Vida
«Manuel Maria de Barbosa l'Hedois du Bocage (Setúbal, 15 de Setembro de 1765 — Lisboa, 21 de Dezembro de 1805)
Em 14 de Abril de 1786, embarcou como oficial de marinha para a Índia, na nau "Nossa Senhora da Vida, Santo António e Madalena", que chegou ao Rio de Janeiro em finais de Junho.
Invocação à Noite
Ó deusa, que proteges dos amantes
O destro furto, o crime deleitoso,
Abafa com teu manto pavoroso
Os importantes astros vigilantes
(...)
Tétis formosa, tal encanto inspire
Ao namorado Sol teu níveo rosto,
Que nunca de teus braços se retire!
(...)»
Google
Em 14 de Abril de 1786, embarcou como oficial de marinha para a Índia, na nau "Nossa Senhora da Vida, Santo António e Madalena", que chegou ao Rio de Janeiro em finais de Junho.
Invocação à Noite
Ó deusa, que proteges dos amantes
O destro furto, o crime deleitoso,
Abafa com teu manto pavoroso
Os importantes astros vigilantes
(...)
Tétis formosa, tal encanto inspire
Ao namorado Sol teu níveo rosto,
Que nunca de teus braços se retire!
(...)»
Carlos do Carmo - Estrela da Tarde
«Carlos Alberto (do Carmo) Ascenção de Almeida, mais conhecido como Carlos do Carmo, (Lisboa, 21 de Dezembro de 1939)»
Wikipédia
«(...)
Quando à boca da noite surgiste
Na tarde tal rosa tardia
(...)
E na tarde ficámos unidos ardendo na luz
Que morria
(...)
Era tarde demais para haver outra noite,
Para haver outro dia.
Meu amor, meu amor
Minha estrela da tarde
Que o luar te amanheça e o meu corpo te guarde.
(...)
Foram noites e noites que numa só noite
Nos aconteceram
Era o dia da noite de todas as noites
Que nos precederam
Era a noite mais clara daqueles
Que à noite amando se deram
E entre os braços da noite de tanto
Se amarem, vivendo morreram.
(...)
Essa noite em que cedo nasceste despida
De mágoa e de espanto...»
Ary dos Santos
Apollo 8
«Apollo 8 foi a primeira missão do Projeto Apollo a levar homens à Lua. A missão decolou em 21 de dezembro de 1968 (...).Embora os astronautas Frank Borman, James Lovell e William Anders, não tenham pousado no solo lunar, na noite de Natal de 1968, eles foram os primeiros homens a circum-navegar a Lua (...).»
Wikipédia
Ilhas de S. Tomé e Príncipe
Ilha do Princípe«[21 de Dezembro] 1471 - João de Santarém e Pedro Escobar descobrem as ilhas de São Tomé e Príncipe.
(...) um escravo chamado Amador, considerado herói nacional, controlou cerca de dois terços da ilha de São Tomé.
As ilhas de São Tomé e do Príncipe ficam situadas junto à linha do Equador (...).»
Wikipédia
Diamante D'Oeste - Paraná
«Fundação 21 de dezembro de 1987
Hino
Foi aqui numa história vibrante,
Que os pioneiros num esforço viril,
Através de uma luta incessante,
Descobriram essa terra gentil.
Visionários de[a] esplêndida aurora,
Adentraram no sertão agreste,
E da mata cidade a flora,
Tão pujante Diamante D’Oeste.
Diamante D’Oeste!
Hei-de dizer com orgulho e muita emoção,
Eternamente feliz hás-de ser,
Viverás sempre em meu coração.
Rio São Francisco a irrigar caudaloso,
O algodão,
E os vales em flor,
Anunciando um porvir venturoso,
Pleno de alegria e amor.
Nossa Senhora Aparecida Padroeira,
Com seu manto protege este chão,
Abençoando esta gente altaneira,
Que trabalha com fé e união.
Ser seu filho pra mim é uma glória,
Que será eterna em meu coração,
Siga firme pela estrada da Vitória,
Diamante D’Oeste, querido torrão.»
Wikipédia
Hino
Foi aqui numa história vibrante,
Que os pioneiros num esforço viril,
Através de uma luta incessante,
Descobriram essa terra gentil.
Visionários de[a] esplêndida aurora,
Adentraram no sertão agreste,
E da mata cidade a flora,
Tão pujante Diamante D’Oeste.
Diamante D’Oeste!
Hei-de dizer com orgulho e muita emoção,
Eternamente feliz hás-de ser,
Viverás sempre em meu coração.
Rio São Francisco a irrigar caudaloso,
O algodão,
E os vales em flor,
Anunciando um porvir venturoso,
Pleno de alegria e amor.
Nossa Senhora Aparecida Padroeira,
Com seu manto protege este chão,
Abençoando esta gente altaneira,
Que trabalha com fé e união.
Ser seu filho pra mim é uma glória,
Que será eterna em meu coração,
Siga firme pela estrada da Vitória,
Diamante D’Oeste, querido torrão.»
Wikipédia
Uma Mulher Vestida de Sol
«Depois apareceu no céu um grande sinal: uma Mulher vestida de Sol, com a Lua debaixo dos pés, e com uma coroa de doze estrelas na cabeça. Estava grávida e gritava com as dores de parto e o tormento de dar à luz.»
Apocalipse de S. João
Apocalipse de S. João
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